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Cidade sustentável é o assentamento humano constituído por uma sociedade com consciência de seu papel de agente transformador dos espaços e cuja relação não se dá pela razão natureza-objeto, e sim por uma ação sinérgica entre prudência ecológica, eficiência energética e equidade socioespacial.
ROMERO, M. Frentes do urbano para a construção de indicadores de
sustentabilidade intraurbana. Paranoá, n. 4, nov. 2007. Uma medida pública que contradiz o modelo de cidade exposto no texto é a
A coleta seletiva de lixo.
B reutilização das águas pluviais.
C canalização dos cursos hídricos.
D arborização das avenidas centrais.
E educação ambiental da comunidade.
Gabarito oficial
C
Caderno de referência do INEP.
O que a questão cobra
Geografia urbana e sustentabilidade: reconhecer a intervenção que contraria o modelo — o comando pede a exceção, não o exemplo.
Resolução passo a passo
- O texto define o modelo por três eixos: “prudência ecológica, eficiência energética e equidade socioespacial”, em ação conjunta.
- E rejeita explicitamente uma forma de relação: aquela que se dá “pela razão natureza-objeto” — isto é, tratar a natureza como coisa a ser moldada pela engenharia.
- Agora confronte as alternativas. Coleta seletiva, reúso de água de chuva, arborização e educação ambiental são todas práticas de prudência ecológica.
- Canalizar um rio — retificá-lo, revesti-lo de concreto, muitas vezes cobri-lo — é o caso exemplar de tratar a natureza como objeto: destrói a mata ciliar, acelera a vazão e agrava enchentes a jusante. Alternativa C.
Alternativa por alternativa
- A
coleta seletiva de lixo.
Errada. A coleta seletiva reduz o volume de rejeito, devolve material à cadeia produtiva e depende da participação da população. Está inteiramente dentro do modelo descrito.
- B
reutilização das águas pluviais.
Errada. Reutilizar águas pluviais diminui a pressão sobre o abastecimento e o escoamento superficial. É prudência ecológica e eficiência no uso de recursos ao mesmo tempo.
- C
canalização dos cursos hídricos.
Correta. Canalizar cursos d’água trata o rio como objeto de engenharia: elimina a vegetação das margens, acelera a água e transfere a enchente para jusante. É exatamente a “razão natureza-objeto” que o texto recusa.
- D
arborização das avenidas centrais.
Errada. A arborização reduz a temperatura urbana, melhora a infiltração da água e a qualidade do ar. Nenhum conflito com os três eixos do modelo.
- E
educação ambiental da comunidade.
Errada. A educação ambiental é o que forma a “sociedade com consciência de seu papel de agente transformador” mencionada na própria definição. É condição do modelo, não contradição.