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Questão 6 do ENEM 2025 resolvida

Texto sobre a trajetória das mulheres brasileiras nos Jogos Olímpicos, de 1920 a Paris 2024.

Questão 6 do ENEM 2025, aplicação regular, como saiu no caderno de prova
ENEM 2025 · aplicação regular · caderno 1 · azul · questão 6
Ler o enunciado em texto

O Brasil estreou nos Jogos Olímpicos de 1920 apenas com atletas homens. A primeira atleta mulher brasileira a competir nos Jogos Olímpicos foi a nadadora Maria Lenk, em 1932. Até a edição de Montreal (1976), o número de atletas mulheres na delegação brasileira não chegava a dez. Em Moscou (1980), o Brasil levou 15 mulheres. Depois foram 22 em Los Angeles (1984) e 35 em Seul (1988). Em Tóquio (2020), foram 145 mulheres (45% do total da delegação). Levou 64 anos, desde a participação de Maria Lenk, para que atletas brasileiras subissem ao pódio, em Atlanta (1996). As mulheres do Brasil já tinham superado os homens em medalhas de ouro nos Jogos de Londres (2012) e do Rio (2016). O melhor desempenho de mulheres em Jogos Olímpicos, até Paris (2024), foi nos Jogos de Tóquio (2021), com nove medalhas, sendo três de ouro.

Disponível em: https://investnews.com.br.

Acesso em: 18 set. 2024 (adaptado).

A interesse tardio das mulheres pelo esporte.
B melhora na gestão das federações esportivas.
C desigualdade de gênero no esporte olímpico.
D início recente da organização de equipes com mulheres.
E adequação das equipes com mulheres às normas esportivas.

Gabarito oficial

C

Caderno de referência do INEP.

O que a questão cobra

Leitura de texto informativo com série histórica: identificar o que os números, lado a lado, denunciam.

Resolução passo a passo

  1. Comece pelo ponto de partida: o Brasil estreou nos Jogos em 1920 apenas com homens. A primeira brasileira só competiu doze anos depois, em 1932.
  2. Acompanhe o crescimento: até 1976, a delegação feminina “não chegava a dez” atletas. Depois foram 15 em 1980, 22 em 1984 e 35 em 1988 — mais de meio século para sair de zero e chegar a algumas dezenas.
  3. Some o dado mais duro: foram 64 anos entre a estreia de Maria Lenk e o primeiro pódio feminino, em 1996.
  4. E note o contraste com o desfecho: em Tóquio elas foram 45% da delegação e já haviam superado os homens em ouros em 2012 e 2016. A demora não era falta de capacidade — os números revelam a desigualdade de gênero no esporte olímpico. Alternativa C.

Alternativa por alternativa

  • A

    interesse tardio das mulheres pelo esporte.

    Errada. O texto não menciona desinteresse das mulheres em nenhum ponto. E o desempenho recente — mais ouros que os homens em duas edições seguidas — desmonta essa leitura.

  • B

    melhora na gestão das federações esportivas.

    Errada. Federações e gestão esportiva não aparecem no texto. Ele acompanha número de atletas e medalhas, não estrutura administrativa.

  • C

    desigualdade de gênero no esporte olímpico.

    Correta. Doze anos até a primeira atleta, menos de dez mulheres na delegação até 1976 e 64 anos até o primeiro pódio são a medida de uma exclusão histórica — que os resultados recentes tornam ainda mais evidente.

  • D

    início recente da organização de equipes com mulheres.

    Errada. O início não é recente: a participação feminina começou em 1932. O que foi lento é o crescimento, não o começo.

  • E

    adequação das equipes com mulheres às normas esportivas.

    Errada. Normas esportivas não são discutidas. O texto trata de quantidade de atletas e de conquistas, e não de regulamento ou enquadramento técnico.

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