Ler o enunciado em texto
Say What? / Could you please, Pleeeeeeeeeeease repeat
Did you say: Molleta? / Prieta? / Morena? Ohh African!
Hmmm Soy Puertorriquena / Yes, Puertorican
[…]
My English is covered with spices
spices from the Caribbean
Spices that you might find Strange
BARDEGUEZ-BROWN, C. Disponível em: https://poets.org.
Acesso em: 21 jan. 2025 (adaptado).
Nesse poema sobre a temática da identidade, o eu lírico aborda o(a)
A influência da ascendência africana.
B riqueza do léxico da língua espanhola.
C dificuldade com uma língua estrangeira.
D orgulho da ancestralidade porto-riquenha.
E desconhecimento da gastronomia caribenha.
Gabarito oficial
D
Caderno de referência do INEP. Na opção espanhol o gabarito da questão 5 é B.
O que a questão cobra
Leitura de poema em inglês sobre identidade: acompanhar quem fala, quem tenta rotular e como o eu lírico responde.
Resolução passo a passo
- O poema começa com o eu lírico pedindo que repitam o que disseram: “Say What? / Could you please, Pleeeeeeeeeeease repeat”. Alguém acabou de nomeá-la.
- Vêm então as tentativas de rótulo: “Molleta? / Prieta? / Morena? Ohh African!” — todas vindas de fora, todas erradas.
- A correção é imediata e afirmativa: “Hmmm Soy Puertorriquena / Yes, Puertorican”. Ela se nomeia, em espanhol e em inglês.
- E o fecho reafirma a origem como marca positiva: “My English is covered with spices / spices from the Caribbean” — sotaque e cultura assumidos como tempero, não como defeito. É o orgulho da ancestralidade porto-riquenha: alternativa D.
Alternativa por alternativa
- A
influência da ascendência africana.
Errada. “Ohh African!” é fala do interlocutor, uma das tentativas equivocadas de classificá-la. O eu lírico responde corrigindo, e não confirmando.
- B
riqueza do léxico da língua espanhola.
Errada. O poema traz uma frase em espanhol, mas não discute vocabulário nem riqueza lexical dessa língua. O espanhol aparece como afirmação de origem.
- C
dificuldade com uma língua estrangeira.
Errada. Não há dificuldade com o inglês: ela o domina e o reivindica como seu — apenas um inglês “temperado”. O verso seguinte prevê a estranheza do outro, não a dela.
- D
orgulho da ancestralidade porto-riquenha.
Correta. Diante das tentativas de rotulá-la, ela se nomeia porto-riquenha e apresenta o próprio inglês temperado pelo Caribe como marca de origem, e não como falha.
- E
desconhecimento da gastronomia caribenha.
Errada. As “spices” são metáfora do modo como ela fala inglês, e não comida. O poema não trata de gastronomia em nenhum verso.