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A utilização do e-mail para a comunicação tornou-se prática comum, não só em âmbito privado, mas também na administração pública. O termo e-mail pode ser empregado com três sentidos. Dependendo do contexto, pode significar gênero textual, endereço eletrônico ou sistema de transmissão de mensagem eletrônica. Como gênero textual, o e-mail pode ser considerado um documento oficial, assim como o ofício. Portanto, deve-se evitar o uso de linguagem incompatível com uma comunicação oficial.
“Atenciosamente” é o fecho padrão em comunicações oficiais. Com o uso do e-mail, popularizou-se o uso de abreviações como “Att.”, e de outros fechos, como “Abraços” e “Saudações”, que, apesar de amplamente usados, não são fechos oficiais e, portanto, não devem ser utilizados em e-mails profissionais. O correio eletrônico, em algumas situações, aceita uma saudação inicial e um fecho menos formais. No entanto, a linguagem do texto dos correios eletrônicos deve ser formal, como a que se usaria em qualquer outro documento oficial.
Manual de redação da Presidência da República.
Brasília: Presidência da República, 2018. Esse texto defende o registro formal de linguagem no e-mail profissional, considerando sua
A aplicação no dia a dia.
B multiplicidade de usos.
C estrutura organizacional.
D aceitação em órgãos públicos.
E institucionalização como documento.
Gabarito oficial
E
Caderno de referência do INEP.
O que a questão cobra
Adequação linguística: identificar a razão que o texto apresenta para exigir formalidade no e-mail profissional.
Resolução passo a passo
- O comando pede a justificativa da exigência, não a exigência em si. Então procure o “porquê”.
- Ele está nesta passagem: “Como gênero textual, o e-mail pode ser considerado um documento oficial, assim como o ofício”. A comparação com o ofício é a chave.
- A conclusão vem em seguida, marcada pelo conectivo: “Portanto, deve-se evitar o uso de linguagem incompatível com uma comunicação oficial”.
- O texto reforça ao final: a linguagem do correio eletrônico “deve ser formal, como a que se usaria em qualquer outro documento oficial”. A razão é o estatuto de documento — alternativa E.
Alternativa por alternativa
- A
aplicação no dia a dia.
Errada. O uso cotidiano é mencionado como contexto (“tornou-se prática comum”) e é justamente o que produziu os vícios — “Att.”, “Abraços”. A popularização é o problema, não a justificativa da formalidade.
- B
multiplicidade de usos.
Errada. Os três sentidos de “e-mail” (gênero, endereço, sistema) servem para delimitar de qual deles o texto vai tratar. A multiplicidade não fundamenta a exigência.
- C
estrutura organizacional.
Errada. O texto não descreve estrutura organizacional alguma — nem do e-mail nem dos órgãos. Ele fala de saudação, fecho e registro de linguagem.
- D
aceitação em órgãos públicos.
Errada. Que o e-mail é aceito na administração pública é ponto de partida do texto. O que exige formalidade não é a aceitação do meio, e sim o valor de documento oficial que a mensagem adquire.
- E
institucionalização como documento.
Correta. O texto afirma que, como gênero, o e-mail pode ser considerado documento oficial, “assim como o ofício”, e conclui com “portanto” que sua linguagem deve ser formal. É o estatuto de documento que justifica o registro formal.