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Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Questão 43 do ENEM 2025 resolvida

Trecho do Manual de Redação da Presidência da República sobre o e-mail: como gênero textual, ele pode ser documento oficial e exige linguagem formal.

Questão 43 do ENEM 2025, aplicação regular, como saiu no caderno de prova
ENEM 2025 · aplicação regular · caderno 1 · azul · questão 43
Ler o enunciado em texto

A utilização do e-mail para a comunicação tornou-se prática comum, não só em âmbito privado, mas também na administração pública. O termo e-mail pode ser empregado com três sentidos. Dependendo do contexto, pode significar gênero textual, endereço eletrônico ou sistema de transmissão de mensagem eletrônica. Como gênero textual, o e-mail pode ser considerado um documento oficial, assim como o ofício. Portanto, deve-se evitar o uso de linguagem incompatível com uma comunicação oficial.

“Atenciosamente” é o fecho padrão em comunicações oficiais. Com o uso do e-mail, popularizou-se o uso de abreviações como “Att.”, e de outros fechos, como “Abraços” e “Saudações”, que, apesar de amplamente usados, não são fechos oficiais e, portanto, não devem ser utilizados em e-mails profissionais. O correio eletrônico, em algumas situações, aceita uma saudação inicial e um fecho menos formais. No entanto, a linguagem do texto dos correios eletrônicos deve ser formal, como a que se usaria em qualquer outro documento oficial.

Manual de redação da Presidência da República.

Brasília: Presidência da República, 2018. Esse texto defende o registro formal de linguagem no e-mail profissional, considerando sua

A aplicação no dia a dia.
B multiplicidade de usos.
C estrutura organizacional.
D aceitação em órgãos públicos.
E institucionalização como documento.

Gabarito oficial

E

Caderno de referência do INEP.

O que a questão cobra

Adequação linguística: identificar a razão que o texto apresenta para exigir formalidade no e-mail profissional.

Resolução passo a passo

  1. O comando pede a justificativa da exigência, não a exigência em si. Então procure o “porquê”.
  2. Ele está nesta passagem: “Como gênero textual, o e-mail pode ser considerado um documento oficial, assim como o ofício”. A comparação com o ofício é a chave.
  3. A conclusão vem em seguida, marcada pelo conectivo: “Portanto, deve-se evitar o uso de linguagem incompatível com uma comunicação oficial”.
  4. O texto reforça ao final: a linguagem do correio eletrônico “deve ser formal, como a que se usaria em qualquer outro documento oficial”. A razão é o estatuto de documento — alternativa E.

Alternativa por alternativa

  • A

    aplicação no dia a dia.

    Errada. O uso cotidiano é mencionado como contexto (“tornou-se prática comum”) e é justamente o que produziu os vícios — “Att.”, “Abraços”. A popularização é o problema, não a justificativa da formalidade.

  • B

    multiplicidade de usos.

    Errada. Os três sentidos de “e-mail” (gênero, endereço, sistema) servem para delimitar de qual deles o texto vai tratar. A multiplicidade não fundamenta a exigência.

  • C

    estrutura organizacional.

    Errada. O texto não descreve estrutura organizacional alguma — nem do e-mail nem dos órgãos. Ele fala de saudação, fecho e registro de linguagem.

  • D

    aceitação em órgãos públicos.

    Errada. Que o e-mail é aceito na administração pública é ponto de partida do texto. O que exige formalidade não é a aceitação do meio, e sim o valor de documento oficial que a mensagem adquire.

  • E

    institucionalização como documento.

    Correta. O texto afirma que, como gênero, o e-mail pode ser considerado documento oficial, “assim como o ofício”, e conclui com “portanto” que sua linguagem deve ser formal. É o estatuto de documento que justifica o registro formal.

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