Ler o enunciado em texto
Moradores de Berlim protestaram contra a demolição de um trecho do muro que dividiu a cidade durante quase três décadas. Tratado como patrimônio cultural e histórico da cidade, o East Side Gallery, repleto de grafites emblemáticos, está na mira de uma construtora que pretende levantar um condomínio de luxo às margens do Rio Spree, que corta a cidade.
ALMEIDA, R. Alemães impedem demolição de último trecho original do
muro de Berlim. Disponível em: http://operamundi.uol.com.br.
Acesso em: 2 fev. 2021 (adaptado).
A violação da memória coletiva.
B alteração das fronteiras políticas.
C adesão à arquitetura neoclássica.
D negação das influências orientais.
E reorganização da mobilidade urbana.
Gabarito oficial
A
Caderno de referência do INEP.
O que a questão cobra
Patrimônio e memória: entender por que a destruição de um objeto histórico mobiliza uma população.
Resolução passo a passo
- O texto qualifica o objeto em disputa: o trecho do muro é “tratado como patrimônio cultural e histórico da cidade”, e é “repleto de grafites emblemáticos”.
- Ele registra o que o muro representa: foi ele que “dividiu a cidade durante quase três décadas”. É prova material de um período vivido por aquela população.
- A ameaça vem de um interesse privado: uma construtora que “pretende levantar um condomínio de luxo” às margens do Rio Spree.
- Demolir o que resta do muro apagaria o suporte físico da lembrança compartilhada. Isso é uma violação da memória coletiva — alternativa A.
Alternativa por alternativa
- A
violação da memória coletiva.
Correta. O muro é o registro material de um passado comum, e é por isso que a população protesta. Derrubá-lo em nome de um empreendimento privado atinge a memória compartilhada da cidade.
- B
alteração das fronteiras políticas.
Errada. O muro deixou de separar países em 1989. O trecho preservado é monumento, não fronteira: demoli-lo não altera limite político nenhum.
- C
adesão à arquitetura neoclássica.
Errada. Arquitetura neoclássica não aparece no texto. O que se pretende erguer no lugar é um condomínio de luxo contemporâneo, e o estilo da construção não é o ponto em discussão.
- D
negação das influências orientais.
Errada. “Oriental” em East Side Gallery se refere ao lado oriental de Berlim, isto é, à Alemanha socialista — não a influências culturais do Oriente. A alternativa se apoia em uma leitura equivocada do nome.
- E
reorganização da mobilidade urbana.
Errada. Mobilidade urbana não está em jogo. O muro já não bloqueia circulação, e o projeto em disputa é imobiliário, não viário.