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Concurso de Bolsas

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Questão 94 do ENEM 2025 resolvida

Texto sobre etanol de segunda geração a partir do bagaço de cana: o desafio é liberar monossacarídeos fermentáveis das moléculas poliméricas por hidrólise.

Questão 94 do ENEM 2025, aplicação de Belém, como saiu no caderno de prova
ENEM 2025 · aplicação de Belém · caderno 5 · amarelo · questão 94
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Há um grande esforço científico no desenvolvimento de novos processos para o aproveitamento de resíduos lignocelulósicos, como o bagaço de cana-de-açúcar, para produção de etanol de segunda geração (2G). Apesar de já existirem tecnologias disponíveis, a maioria apresenta limitações técnicas ou econômicas. Nesse sentido, um dos principais desafios que envolvem a produção de etanol celulósico é disponibilizar monossacarídeos fermentáveis das moléculas poliméricas, conforme a ilustração.

SANTOS, F. A. et al. Potencial da palha de cana-de-açúcar para produção de etanol. Química Nova, n. 5, 2012 (adaptado).

Um pesquisador, para tentar otimizar a produção, poderia acrescentar ao processo de hidrólise enzimas extraídas de

A células entéricas de gaviões.
B suco pancreático de humanos.
C bactérias do rúmen de bovinos.
D glândulas salivares de roedores.
E macerado do estômago de macacos.

Gabarito oficial

C

Caderno de referência do INEP.

O que a questão cobra

Bioquímica aplicada: escolher a fonte de enzimas capaz de hidrolisar celulose.

Resolução passo a passo

  1. Identifique o polímero a quebrar: o resíduo é lignocelulósico, ou seja, feito sobretudo de celulose. A enzima necessária é a celulase.
  2. Lembre quem produz celulase. Praticamente nenhum animal: mamíferos não digerem celulose sozinhos. Quem a produz são microrganismos.
  3. Procure, nas alternativas, o único lugar onde há microrganismos celulolíticos. O rúmen dos bovinos é justamente uma câmara de fermentação cheia de bactérias que degradam a celulose do capim.
  4. É de lá que se extraem as enzimas capazes de quebrar o bagaço em açúcares fermentáveis — alternativa C.

Alternativa por alternativa

  • A

    células entéricas de gaviões.

    Errada. Gaviões são carnívoros: seu trato digestório produz enzimas para proteínas e gorduras, e não para celulose.

  • B

    suco pancreático de humanos.

    Errada. O suco pancreático humano contém amilase, lipase e proteases. Nenhuma delas quebra celulose — por isso a fibra atravessa nosso intestino intacta.

  • C

    bactérias do rúmen de bovinos.

    Correta. O rúmen dos bovinos abriga bactérias produtoras de celulase, que degradam a celulose do capim em açúcares simples. São exatamente as enzimas necessárias para hidrolisar o bagaço de cana.

  • D

    glândulas salivares de roedores.

    Errada. A saliva de roedores tem amilase, que quebra amido. Amido e celulose são ambos polímeros de glicose, mas com ligações diferentes — e a amilase não atua sobre a celulose.

  • E

    macerado do estômago de macacos.

    Errada. O estômago de macacos produz pepsina, enzima que digere proteínas em meio ácido. Não atua sobre carboidratos.

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