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Concurso de Bolsas

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Questão 14 do ENEM 2025 resolvida

Peça de campanha sobre a poliomielite montada como história em quadrinhos, com o início “Era uma vez um tempo em que a paralisia infantil atingia cerca de 1 000 crianças todos os dias”.

Questão 14 do ENEM 2025, aplicação de Belém, como saiu no caderno de prova
ENEM 2025 · aplicação de Belém · caderno 1 · azul · questão 14
Ler o enunciado em texto

Disponível em: https://paralisiainfantil.com.br. Acesso em: 15 jan. 2024 (adaptado).

Essa peça de campanha apresenta características de um gênero do universo infantil no intuito de

A destacar a importância de imagens em propagandas institucionais voltadas às crianças.
B informar os usuários do sistema de saúde sobre as causas históricas de uma doença.
C alertar para a necessidade de vacinação contra a poliomielite na faixa etária de risco.
D impulsionar o aumento de propagandas governamentais voltadas à saúde infantil.
E criticar a falta de engajamento nas campanhas de vacinação infantil.

Gabarito oficial

C

Caderno de referência do INEP.

O que a questão cobra

Gêneros e campanhas: relacionar a linguagem infantil escolhida ao objetivo da peça.

Resolução passo a passo

  1. Identifique a marca do universo infantil: a peça começa com “Era uma vez um tempo em que…” e se organiza em quadrinhos ilustrados — a forma do conto de fadas.
  2. Acompanhe o arco dessa “história”. A ameaça existia, veio a vacina, “as campanhas acabaram com a paralisia infantil no Brasil e nos demais países das Américas, em 1994” — o final feliz.
  3. Mas o título avisa: “DA VITÓRIA AO RETORNO DA AMEAÇA”. O conto se quebra: “as pessoas relaxaram na prevenção e pararam de levar seus filhos para vacinar”, e “o poliovírus não desapareceu”.
  4. A forma de conto infantil serve para um recado adulto e urgente: voltar a vacinar as crianças pequenas, que são o grupo de risco — alertar para a necessidade de vacinação contra a poliomielite na faixa etária de risco, alternativa C.

Alternativa por alternativa

  • A

    destacar a importância de imagens em propagandas institucionais voltadas às crianças.

    Errada. A peça usa imagens, mas não fala sobre elas. E o destinatário real são os adultos que levam as crianças ao posto, não as crianças.

  • B

    informar os usuários do sistema de saúde sobre as causas históricas de uma doença.

    Errada. Os dados históricos (as mil crianças por dia, a erradicação em 1994) são o caminho do argumento, não seu destino. A peça aponta para o presente e para o risco de volta da doença.

  • C

    alertar para a necessidade de vacinação contra a poliomielite na faixa etária de risco.

    Correta. O formato de conto infantil conduz do “era uma vez” da doença ao alerta final: o vírus não desapareceu e as crianças sem imunização voltam a ficar vulneráveis. O objetivo é levar de novo os pequenos para vacinar.

  • D

    impulsionar o aumento de propagandas governamentais voltadas à saúde infantil.

    Errada. A peça é uma campanha; ela não defende que se façam mais campanhas. O pedido é por vacinação, não por publicidade.

  • E

    criticar a falta de engajamento nas campanhas de vacinação infantil.

    Errada. A queda da cobertura é constatada (“as pessoas relaxaram na prevenção”), mas sem tom de acusação. O texto explica que “não sabiam” — e por isso informa, em vez de criticar.

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