Ler o enunciado em texto
Disponível em: https://paralisiainfantil.com.br. Acesso em: 15 jan. 2024 (adaptado).
Essa peça de campanha apresenta características de um gênero do universo infantil no intuito de
A destacar a importância de imagens em propagandas institucionais voltadas às crianças.
B informar os usuários do sistema de saúde sobre as causas históricas de uma doença.
C alertar para a necessidade de vacinação contra a poliomielite na faixa etária de risco.
D impulsionar o aumento de propagandas governamentais voltadas à saúde infantil.
E criticar a falta de engajamento nas campanhas de vacinação infantil.
Gabarito oficial
C
Caderno de referência do INEP.
O que a questão cobra
Gêneros e campanhas: relacionar a linguagem infantil escolhida ao objetivo da peça.
Resolução passo a passo
- Identifique a marca do universo infantil: a peça começa com “Era uma vez um tempo em que…” e se organiza em quadrinhos ilustrados — a forma do conto de fadas.
- Acompanhe o arco dessa “história”. A ameaça existia, veio a vacina, “as campanhas acabaram com a paralisia infantil no Brasil e nos demais países das Américas, em 1994” — o final feliz.
- Mas o título avisa: “DA VITÓRIA AO RETORNO DA AMEAÇA”. O conto se quebra: “as pessoas relaxaram na prevenção e pararam de levar seus filhos para vacinar”, e “o poliovírus não desapareceu”.
- A forma de conto infantil serve para um recado adulto e urgente: voltar a vacinar as crianças pequenas, que são o grupo de risco — alertar para a necessidade de vacinação contra a poliomielite na faixa etária de risco, alternativa C.
Alternativa por alternativa
- A
destacar a importância de imagens em propagandas institucionais voltadas às crianças.
Errada. A peça usa imagens, mas não fala sobre elas. E o destinatário real são os adultos que levam as crianças ao posto, não as crianças.
- B
informar os usuários do sistema de saúde sobre as causas históricas de uma doença.
Errada. Os dados históricos (as mil crianças por dia, a erradicação em 1994) são o caminho do argumento, não seu destino. A peça aponta para o presente e para o risco de volta da doença.
- C
alertar para a necessidade de vacinação contra a poliomielite na faixa etária de risco.
Correta. O formato de conto infantil conduz do “era uma vez” da doença ao alerta final: o vírus não desapareceu e as crianças sem imunização voltam a ficar vulneráveis. O objetivo é levar de novo os pequenos para vacinar.
- D
impulsionar o aumento de propagandas governamentais voltadas à saúde infantil.
Errada. A peça é uma campanha; ela não defende que se façam mais campanhas. O pedido é por vacinação, não por publicidade.
- E
criticar a falta de engajamento nas campanhas de vacinação infantil.
Errada. A queda da cobertura é constatada (“as pessoas relaxaram na prevenção”), mas sem tom de acusação. O texto explica que “não sabiam” — e por isso informa, em vez de criticar.