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Questão 1 do ENEM 2025 resolvida

Fragmento de “Still I Rise”, de Maya Angelou, em que o verso “I rise” retorna a cada estrofe até fechar o poema repetido três vezes.

Ver a questão 1 na opção espanhol

Questão 1 do ENEM 2025, aplicação de Belém, como saiu no caderno de prova
ENEM 2025 · aplicação de Belém · caderno 1 · azul · opção inglês · questão 1
Ler o enunciado em texto

Still I Rise

Out of the huts of history’s shame
I rise
Up from a past that’s rooted in pain
I rise
I’m a black ocean, leaping and wide,
Welling and swelling I bear in the tide.
Leaving behind nights of terror and fear
I rise
Into a daybreak that’s wondrously clear
I rise
Bringing the gifts that my ancestors gave,
I am the dream and the hope of the slave.
I rise
I rise
I rise.

ANGELOU, M. Disponível em: www.famouspoetsandpoems.com.

Acesso em: 30 jul. 2013 (fragmento).

Maya Angelou, poeta afro-americana, escreveu diversos poemas sobre a opressão racial. Em Still I Rise, o recurso utilizado pela autora para sugerir a superação da opressão racial é a

A rima entre “wide” e “tide”.
B repetição enfática de “I rise”.
C metáfora em “I’m a black ocean”.
D hipérbole em “nights of terror and fear”.
E ironia em “the gifts that my ancestors gave”.

Gabarito oficial

B

Caderno de referência do INEP. Na opção espanhol o gabarito da questão 1 é B.

O que a questão cobra

Análise de recurso poético em inglês: identificar o procedimento que constrói a ideia de superação.

Resolução passo a passo

  1. Conte as ocorrências de “I rise”: ele aparece depois de cada imagem de dor e fecha o poema três vezes seguidas. Nenhum outro elemento se repete assim.
  2. Veja o que vem antes de cada retomada: “huts of history’s shame”, “a past that’s rooted in pain”, “nights of terror and fear”. Sempre a opressão.
  3. E o que vem depois é sempre o mesmo: I rise. A estrutura encena o movimento — por mais que a dor volte, o levantar-se também volta.
  4. Essa insistência é a repetição enfática (anáfora), e é ela que sugere a superação — alternativa B.

Alternativa por alternativa

  • A

    rima entre “wide” e “tide”.

    Errada. “Wide” e “tide” rimam mesmo, mas a rima aparece em um único par de versos. Ela dá musicalidade, não a ideia de superação que atravessa o poema inteiro.

  • B

    repetição enfática de “I rise”.

    Correta. O verso “I rise” retorna após cada imagem de opressão e é repetido três vezes no fecho. É essa insistência que transforma o poema em um gesto de erguer-se — a forma encena o próprio conteúdo.

  • C

    metáfora em “I’m a black ocean”.

    Errada. “I’m a black ocean” é uma metáfora poderosa de força e amplitude, mas isoladamente. O que estrutura a ideia de superação ao longo de todo o texto é o retorno do verso.

  • D

    hipérbole em “nights of terror and fear”.

    Errada. “Nights of terror and fear” descreve o sofrimento vivido, não o exagero retórico. E, de todo modo, nomeia a opressão — não a sua superação.

  • E

    ironia em “the gifts that my ancestors gave”.

    Errada. Não há ironia ali. “The gifts that my ancestors gave” é dito com orgulho sincero: a herança dos ancestrais é justamente o que sustenta o eu lírico.

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