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Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Questão 99 do ENEM 2025 resolvida

Texto sobre vacina contra o HIV feita de DNA e proteínas recombinantes: pesquisadores rastrearam o genoma viral por bioinformática e obtiveram uma proteína capaz de induzir anticorpos — a “vacinologia reversa”.

Questão 99 do ENEM 2025, aplicação de Belém, como saiu no caderno de prova
ENEM 2025 · aplicação de Belém · caderno 5 · amarelo · questão 99
Ler o enunciado em texto

Nova vacina contra HIV utiliza DNA e proteínas recombinantes

Uma equipe de pesquisadores desenvolveu uma nova vacina que consiste em DNA e proteínas recombinantes. Associando a biologia molecular e a bioinformática, rastrearam o genoma viral e obtiveram uma proteína que, quando ligada a anticorpos, resulta na destruição do vírus e das células infectadas por ele. Nos testes, a vacina se mostrou capaz de induzir anticorpos contra o HIV. Essa técnica de produção de vacinas é chamada de “vacinologia reversa”.

Disponível em: https://sciam.com.br. Acesso em: 22 nov. 2021 (adaptado).

Essa tecnologia pode ser vantajosa em relação aos métodos tradicionais de preparo de vacinas porque

A necessita do agente causador da doença vivo e incapaz de fazer o ciclo infeccioso.
B elimina a necessidade de os agentes infecciosos serem cultivados e modificados.
C utiliza microrganismos modificados que são incapazes de causar a doença.
D extingue o uso de partes de proteínas e açúcares dos agentes infecciosos.
E aproveita uma toxina inativada do agente infeccioso em sua fabricação.

Gabarito oficial

B

Caderno de referência do INEP.

O que a questão cobra

Biotecnologia: comparar a vacinologia reversa aos métodos tradicionais de produção de vacinas.

Resolução passo a passo

  1. Relembre como se faz uma vacina tradicional: é preciso cultivar o agente infeccioso em laboratório e depois atenuá-lo ou inativá-lo. Trabalha-se com o patógeno vivo ou inteiro.
  2. Agora veja o caminho descrito no texto: os pesquisadores “rastrearam o genoma viral” com bioinformática e obtiveram uma proteína a partir dessa informação.
  3. Perceba o que isso dispensa: não se parte do vírus, parte-se da sua sequência genética. Por isso o nome “vacinologia reversa” — o percurso vai do genoma à proteína, e não do micróbio à vacina.
  4. A vantagem é direta, e ainda maior no caso do HIV, difícil e perigoso de manipular: elimina a necessidade de cultivar e modificar o agente infeccioso — alternativa B.

Alternativa por alternativa

  • A

    necessita do agente causador da doença vivo e incapaz de fazer o ciclo infeccioso.

    Errada. Agente vivo e atenuado é justamente a vacina tradicional, como a do sarampo. A vacinologia reversa dispensa isso.

  • B

    elimina a necessidade de os agentes infecciosos serem cultivados e modificados.

    Correta. Partindo do genoma viral e da bioinformática, a proteína é desenhada e produzida por engenharia genética. Não é preciso cultivar nem atenuar o HIV — o que reduz risco, custo e tempo.

  • C

    utiliza microrganismos modificados que são incapazes de causar a doença.

    Errada. Também descreve vacina tradicional, de microrganismo atenuado. A tecnologia do texto não usa microrganismo algum como imunizante.

  • D

    extingue o uso de partes de proteínas e açúcares dos agentes infecciosos.

    Errada. É o contrário: a vacina descrita usa proteínas recombinantes. O que se elimina é o cultivo do vírus, não o uso de suas proteínas.

  • E

    aproveita uma toxina inativada do agente infeccioso em sua fabricação.

    Errada. Toxina inativada é o princípio dos toxoides, como as vacinas contra tétano e difteria. Não é o caso aqui.

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