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Nova vacina contra HIV utiliza DNA e proteínas recombinantes
Uma equipe de pesquisadores desenvolveu uma nova vacina que consiste em DNA e proteínas recombinantes. Associando a biologia molecular e a bioinformática, rastrearam o genoma viral e obtiveram uma proteína que, quando ligada a anticorpos, resulta na destruição do vírus e das células infectadas por ele. Nos testes, a vacina se mostrou capaz de induzir anticorpos contra o HIV. Essa técnica de produção de vacinas é chamada de “vacinologia reversa”.
Disponível em: https://sciam.com.br. Acesso em: 22 nov. 2021 (adaptado).
Essa tecnologia pode ser vantajosa em relação aos métodos tradicionais de preparo de vacinas porque
A necessita do agente causador da doença vivo e incapaz de fazer o ciclo infeccioso.
B elimina a necessidade de os agentes infecciosos serem cultivados e modificados.
C utiliza microrganismos modificados que são incapazes de causar a doença.
D extingue o uso de partes de proteínas e açúcares dos agentes infecciosos.
E aproveita uma toxina inativada do agente infeccioso em sua fabricação.
Gabarito oficial
B
Caderno de referência do INEP.
O que a questão cobra
Biotecnologia: comparar a vacinologia reversa aos métodos tradicionais de produção de vacinas.
Resolução passo a passo
- Relembre como se faz uma vacina tradicional: é preciso cultivar o agente infeccioso em laboratório e depois atenuá-lo ou inativá-lo. Trabalha-se com o patógeno vivo ou inteiro.
- Agora veja o caminho descrito no texto: os pesquisadores “rastrearam o genoma viral” com bioinformática e obtiveram uma proteína a partir dessa informação.
- Perceba o que isso dispensa: não se parte do vírus, parte-se da sua sequência genética. Por isso o nome “vacinologia reversa” — o percurso vai do genoma à proteína, e não do micróbio à vacina.
- A vantagem é direta, e ainda maior no caso do HIV, difícil e perigoso de manipular: elimina a necessidade de cultivar e modificar o agente infeccioso — alternativa B.
Alternativa por alternativa
- A
necessita do agente causador da doença vivo e incapaz de fazer o ciclo infeccioso.
Errada. Agente vivo e atenuado é justamente a vacina tradicional, como a do sarampo. A vacinologia reversa dispensa isso.
- B
elimina a necessidade de os agentes infecciosos serem cultivados e modificados.
Correta. Partindo do genoma viral e da bioinformática, a proteína é desenhada e produzida por engenharia genética. Não é preciso cultivar nem atenuar o HIV — o que reduz risco, custo e tempo.
- C
utiliza microrganismos modificados que são incapazes de causar a doença.
Errada. Também descreve vacina tradicional, de microrganismo atenuado. A tecnologia do texto não usa microrganismo algum como imunizante.
- D
extingue o uso de partes de proteínas e açúcares dos agentes infecciosos.
Errada. É o contrário: a vacina descrita usa proteínas recombinantes. O que se elimina é o cultivo do vírus, não o uso de suas proteínas.
- E
aproveita uma toxina inativada do agente infeccioso em sua fabricação.
Errada. Toxina inativada é o princípio dos toxoides, como as vacinas contra tétano e difteria. Não é o caso aqui.