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A luz que atinge a retina desencadeia a formação de impulsos nervosos que são transmitidos para diferentes áreas do encéfalo, como representado no esquema. Para que uma pessoa possa enxergar, a informação tem que atingir o córtex visual. Quando alguma parte da via que conduz a informação até lá é lesada, ocorre perda da visão. Por outro lado, a informação que chega ao hipotálamo não participa da formação da imagem, mas influencia a secreção do hormônio melatonina pela glândula pineal. Quando há entrada de luz na retina, a secreção de melatonina é inibida.
Um médico avaliou a secreção de melatonina após iluminar a retina em dois pacientes com perda visual. No primeiro paciente (1), houve inibição da secreção de melatonina; enquanto no segundo (2), a inibição não aconteceu. Os pacientes 1 e 2 tiveram perda visual, pois apresentavam problemas, respectivamente, no(a)
A retina e nervo óptico.
B córtex visual e retina.
C nervo óptico e tálamo.
D tálamo e córtex visual.
E hipotálamo e glândula pineal.
Gabarito oficial
B
Caderno de referência do INEP.
O que a questão cobra
Fisiologia: localizar a lesão a partir de duas respostas distintas à luz.
Resolução passo a passo
- Separe as duas vias que partem da retina. Uma segue ao córtex visual e forma a imagem; outra vai ao hipotálamo e inibe a melatonina.
- Analise o paciente 1. A melatonina foi inibida, logo a luz chegou ao hipotálamo — e para isso a retina e o nervo óptico precisam estar funcionando. Mesmo assim ele não enxerga: a lesão está depois da bifurcação, no córtex visual.
- Analise o paciente 2. Nele a melatonina não foi inibida: nenhuma das duas vias recebeu o sinal. A falha está lá na origem, antes de qualquer ramificação — na retina.
- Na ordem pedida — paciente 1 e paciente 2 —, temos córtex visual e retina, alternativa B.
Alternativa por alternativa
- A
retina e nervo óptico.
Errada. Inverte os dois. Se o paciente 1 tivesse lesão de retina, a melatonina não teria sido inibida — mas ela foi.
- B
córtex visual e retina.
Correta. No paciente 1 a via até o hipotálamo funcionou (houve inibição da melatonina), então a falha está adiante, no córtex visual. No paciente 2 nenhuma via respondeu, o que aponta para a retina, na origem.
- C
nervo óptico e tálamo.
Errada. Lesão do nervo óptico no paciente 1 bloquearia também a via do hipotálamo, e a melatonina não teria sido inibida.
- D
tálamo e córtex visual.
Errada. A ordem está trocada e o tálamo não explica o paciente 1: lesão ali interromperia a via visual, mas a questão exige um ponto depois da saída para o hipotálamo — e o córtex é o destino final.
- E
hipotálamo e glândula pineal.
Errada. Problemas em hipotálamo ou glândula pineal afetariam a melatonina, mas não causariam perda visual, já que essa via não participa da formação da imagem.