Pular para o conteúdo
Concurso de Bolsas

Voltar

Provas

Obras da Unicamp 2027: a lista para quem quer Medicina

14 de jul. de 2026

Obras da Unicamp 2027: a lista para quem quer Medicina

Quem monta o cronograma para Medicina na Unicamp costuma preencher primeiro Biologia, Química e Física. A leitura obrigatória entra depois, quando sobrar tempo, e muitas vezes não sobra. O arranjo tem um problema: a Comvest, comissão que organiza o vestibular da Unicamp, não trata literatura como apêndice. As obras aparecem nas duas fases, e a questão perdida ali custa exatamente o mesmo que a questão perdida em genética.

Para 2027 a comissão definiu nove obras. Seis vinham da lista anterior e três entraram agora. Em alguns títulos a banca cobra apenas uma seleção de textos, o que muda o tamanho real da leitura. Conferir esse recorte antes de abrir o livro é o primeiro passo de quem tem pouco tempo livre.

O que mudou de uma lista para a outra

As três entradas são Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, uma seleção de 14 canções de Paulo César Pinheiro e Os funerais da Mamãe Grande, de Gabriel García Márquez. As outras seis já estavam na lista do vestibular anterior.

ObraAutor(a)GêneroSituação
A vida não é útilAilton KrenakEnsaiosContinua
Prosas seguidas de odes mínimasJosé Paulo PaesPoesiaContinua
Morangos mofados (6 contos)Caio Fernando AbreuContosContinua
Vida e morte de M. J. Gonzaga de SáLima BarretoRomanceContinua
No seu pescoçoChimamanda Ngozi AdichieContosContinua
Olhos d'águaConceição EvaristoContosContinua
Memórias póstumas de Brás CubasMachado de AssisRomanceNova
Canções escolhidas (14 canções)Paulo César PinheiroCançãoNova
Os funerais da Mamãe GrandeGabriel García MárquezContosNova

O que há em cada obra

  • A vida não é útil: reúne cinco textos de Ailton Krenak, montados a partir de falas e entrevistas dadas entre 2017 e 2020. A crítica é ao modo de vida capitalista, e a alternativa proposta é o saber indígena.
  • Prosas seguidas de odes mínimas: poemas curtos de José Paulo Paes, publicados no início dos anos 1990. Tratam de cotidiano, família e morte por meio do humor e da ironia.
  • Morangos mofados: livro de contos de 1982, do qual a Unicamp cobra seis textos, entre eles "Além do ponto", "Aqueles dois" e "Diálogo". Solidão, dificuldade de comunicação, sexualidade e morte atravessam o conjunto.
  • Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá: romance de Lima Barreto, narrado por Augusto Machado, que expõe o clientelismo, a burocracia e o racismo científico da Primeira República.
  • No seu pescoço: 12 contos da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, passados na Nigéria e nos Estados Unidos. Identidade, migração e estereótipos organizam o livro.
  • Olhos d'água: 15 contos de Conceição Evaristo sobre racismo, desigualdade e violência. A autora chama o próprio projeto literário de "escrevivência".
  • Memórias póstumas de Brás Cubas: aqui o narrador já morreu e conta a própria vida. Machado de Assis usa esse lugar para ironizar a elite do Rio de Janeiro no Império.
  • Canções de Paulo César Pinheiro: 14 letras escolhidas pela banca, entre elas "Canto das três raças", "Navio fantasma" e "Vento bravo". Vale ler as letras e ouvir as gravações.
  • Os funerais da Mamãe Grande: contos do colombiano Gabriel García Márquez ambientados no Caribe colombiano. Realidade e fantasia se misturam para criticar a política e a sociedade latino-americanas.

Por que essa parte decide vaga

A conta que o candidato de Medicina costuma fazer errado é a de custo-benefício. Um livro parece caro em horas e barato em questões, então vai para o fim da fila. Só que a literatura da Unicamp não se resolve com resumo na véspera: a banca pergunta sobre leitura, e leitura feita às pressas aparece na resposta. Nove obras em outubro não é um plano, é uma perda programada de pontos em uma prova na qual a concorrência por vaga não perdoa erro barato.

Há ainda uma vantagem prática que passa despercebida. As obras da lista tratam de desigualdade, racismo, migração, velhice, adoecimento e morte. São os mesmos eixos que voltam nos temas de redação e nas questões de interpretação de outras bancas. Ler com atenção não serve só para a prova da Comvest.

Se o ENEM também está no seu plano, lembre que os dois processos correm em escalas diferentes e não se convertem um no outro. Vale acompanhar as notas de corte de Medicina no Sisu em separado, sem tentar traduzir o desempenho de um vestibular no outro.

Como encaixar nove livros no ano

O primeiro movimento é conferir na lista oficial quais contos e quais canções entram no recorte. Em Morangos mofados, por exemplo, são seis contos, e não o livro inteiro. Isso reduz bastante o volume e permite um calendário realista.

Depois, comece pelas três obras novas. Elas ainda não têm questões anteriores da Unicamp, então exigem leitura mais atenta e sem atalho de prova antiga. Nas seis que continuam, o caminho inverso funciona: resolva questões de edições passadas para reconhecer o tipo de pergunta que a banca faz e só então decida onde aprofundar.

Como a Unicamp cobra literatura nas duas fases, treine os dois formatos. Na primeira, a leitura precisa dar conta de alternativas que exigem precisão. Na segunda, a resposta é curta e direta, e precisa vir sustentada por trechos da obra. Escrever três ou quatro respostas por semana, cronometradas, custa menos tempo do que parece.

Uma rotina que funciona para quem passa muitas horas em Ciências da Natureza: reserve a literatura para blocos curtos e fixos no fim do dia e anote, depois de cada leitura, o foco narrativo, o contexto histórico e dois temas que a obra ainda toca hoje. Essa anotação é o que você vai revisar em outubro, não o livro inteiro. O calendário e a lista oficial ficam no site da Comvest.

Dê agora o primeiro passo rumo à aprovação em Medicina Pública

Matricule-se já!
Aluna do Hplus Med aprovada em Medicina Concurso de Bolsas Provas presenciais
nas 7 unidades
Concurso de Bolsas